quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Bandido usa farda de agente policial em roubo a empresa de segurança em Lauro de Freitas

Modelo de camisa usada por policiais civis: apenas em operações
(Foto: Almiro Lopes/Arquivo Correio)



Uma camisa polo azul escura, com o brasão da Polícia Civil, foi o passaporte para o início de duas ações criminosas, na manhã da segunda-feira (23), quando um roubo a uma empresa de segurança em Lauro de Freitas. Segundo relato de testemunhas, nos dois casos, um dos integrantes da quadrilha vestia o uniforme policial. 

A  ocorrência foi por volta de 6h na sede da empresa de segurança e vigilância MJR — que funciona em uma casa de muros com cercas elétricas e vigiada por câmeras de segurança, no bairro das Pitangueiras, em Lauro de Freitas. 


De acordo com o titular da 23ª Delegacia (Lauro de Freitas), Joelson Reis, quatro bandidos chegaram ao local em um Fiat Punto vermelho, de placa não identificada. Do carro desceu um homem vestido com uma camisa semelhante à farda da Polícia Civil.


“No depoimento, uma das testemunhas disse que o indivíduo trajava uma camisa polo azul escura com os dizeres ‘Polícia Civil’. Ele chegou ao portão e perguntou por um funcionário dizendo que foi ao local para entregar um currículo”, disse Reis.

Quando o vigilante da empresa liberou o acesso do visitante fardado, foi surpreendido por três homens armados que anunciaram o assalto. Dentro do imóvel, quatro funcionários foram rendidos e tiveram os celulares roubados.

Os bandidos ainda levaram um revólver do vigilante e um colete à prova de balas. A quadrilha tentou acessar o depósito de armas da empresa, que fica dentro de um cofre. Mas não conseguiram abrir o equipamento. Reis informou que, na fuga, os bandidos levaram duas CPUs, onde acreditavam que era salvo o material do sistema de videomonitoramento do imóvel.

Mas a gravação ficava em outro local e, de acordo com Reis, as imagens foram encaminhadas para o Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde serão analisadas.

Sem preparo

“A informação sobre a camisa (da Polícia Civil) veio de testemunhas, eu ainda não posso dizer se a farda era verdadeira ou falsa. Ainda não vi a filmagem, já que o HD foi direto para o DPT. Aguardo o retorno do material e as nossas equipes já estão na rua levantando mais informações”, afirmou Reis.

Para ele, a ação não foi realizada por um grupo especializado, devido à falta de preparo dos envolvidos. “Se fosse uma quadrilha especializada, teria operado de forma diferente, utilizando outros equipamentos. Não acredito que eles estavam interessados nas armas. Atuaram no acaso, aproveitando o isolamento do local”, completou Reis.

Novas testemunhas serão ouvidas nos próximos dias e a polícia acredita que pelas imagens das câmeras de segurança da empresa poderá chegar aos suspeitos. Questionado pelo CORREIO, o representante da MJR, que não quis se identificar, optou por não fornecer dados sobre a ação dos bandidos, mas informou que colabora com a polícia e também investiga por conta própria a autoria do assalto. Com informações do Correio da Bahia.


Nenhum comentário:

Postar um comentário