Após terem o reajuste de mensalidades financiadas pelo Fies (programa federal de crédito estudantil) limitado pelo Ministério da Educação, faculdades privadas do País tentam aplicar o aumento integral e cobrar de seus estudantes o pagamento da diferença. como é o caso do estudante Joilson, que é aluno do curso de Direito na Faculdade Unime em Lauro de Freitas.
Ele entrou em contato com o Portal Lauro News Online para denunciar uma situação um tanto quanto insuportável enfrentada pelos seus colegas de outros cursos na instituição.
"A Unime está proibindo os alunos que tem alguma pendência financeira de renovarem as matrículas, coisa que o MEC não aceita. Não só eu mas centenas de alunos de diversos cursos, estamos proibidos de renovarem as matrículas e fazer qualquer atividade na instituição", disse.
Ainda de acordo com Joilson, a Unime está recebendo os valores do FIES - Fundo de Investimento Estudantil durante seis meses adiantado normalmente mas cobra de forma indevida aos alunos. "Não podemos ficar sem estudar, pois os alunos que estudam pelo FIES, a faculdade recebe os seis meses (que equivale a um semestre) adiantando. Por favor, cobrem uma providência, pois não podemos perder um semestre inteiro de aula! Desde já agradeço", afirma o aluno.
Outros alunos que também entraram em contato conosco afirmaram que a Faculdade Unime não teria comunicado aos alunos que o ônus pela mudança nas regras do FIES deverá ficar com os estudantes e que a instituição obriga a assinatura de um termo para o novo contrato do FIES em que uma cláusula deixa clara que a diferença entre o reajuste aceito pelo programa e o aplicado pela universidade deverá ser pago pelo aluno ao final do semestre, em três prestações.
Entenda o caso
Para realizar o aditamento (renovação do financiamento), o reajuste da mensalidade dos cursos contemplados pelo programa precisa ter sido de, no máximo, 6,4% (valor da inflação oficial de 2014). No entanto, muitas instituições de ensino já haviam aplicado os reajustes antes de serem informadas da limitação.
Fonte:Lauro News Online
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