Para protestarem contra mudanças de pedágio na Estrada do Coco, moradores da região fizeram uma caminhada na manhã deste sábado (28/02), que travou a rodovia nos dois sentidos por cerca de quatro horas. Somente no início da tarde, os manifestantes deixaram o local.
A população protestava contra projeto que prevê a mudança de pedágio da CLN para Vilas de Abrantes, no km 10. Os manifestantes utilizaram carros de som e chegaram a ir à pé até a entrada do pedágio. Em um dos cartazes usados pelos manifestantes, eles elencam os prejuízos que a mudança pode acarretar, a exemplo de tarifas de coletivos mais caras, desvalorização de imóveis e aumento da insegurança.
A Concessionária Bahia Norte recebeu do governo do estado, em 14 de janeiro de 2015, a autorização para construir a Via Metropolitana Camaçari-Lauro de Freitas, entre a rodovia CIA-Aeroporto (BA-526) e a Estrada do Coco (BA-099). Segundo o governo, a via expressa evitará congestionamento na área central de Lauro de Freitas, por veículos que circulam entre Salvador e as cidades do Litoral Norte. A Concessionária Bahia Norte, segundo fontes governamentais, entrará com um investimento de R$ 220 milhões.
Em contra partida a este investimento, as operadoras do pedágio querem que a praça de cobrança, que hoje está instalada sentido Salvador, entre Jauá e Vila de Abrantes, seja removida até o limite dos municípios de Camaçari e Lauro de Freitas.
A preocupação dos moradores da região é justa e pertinente, haja vista que o projeto da rodovia prevê uma praça de pedágio unidirecional operada pela Bahia Norte no sentido Litoral Norte-Salvador, sem onerar os usuários com a cobrança de novo pedágio além do já existente. Segundo o governador, outra opção que depende de consulta pública é deslocar a atual praça de pedágio. “A proposta, que ainda precisa ser analisada, é deslocar o pedágio existente no sentido Salvador [da BA-099] para o limite entre os municípios de Camaçari e Lauro de Freitas, mantendo apenas um pagamento de pedágio como existe hoje”, explicou Rui Costa.
Outras manifestações estão sendo organizadas, além de ações de ajuizamento na justiça, e pressão popular e política, como por exemplo uma audiência pública esta sendo marcada na Câmara Municipal de Camaçari para discutir o problema, como também articulações que começam a acontecer na Assembleia Legislativa da Bahia - ALBA, orquestradas pela oposição ao Governo.

Por Ricardo Vieira
Fotos: Bocão News
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