O restaurante popular em Lauro de Freitas fez reduções nas alimentações para contenção de custos.
Em mensagem encaminhada pelo whatsapp do Bocão News, um dos frequentadores do local contou que das 3 mil refeições, apenas mil são distribuídas atualmente. O horário de atendimento também teria reduzido em uma hora. Em contato com o Bocão News, o prefeito Márcio Paiva (PP), negou a redução de duas mil refeições, mas afirmou que o número atual é de 2,5 mil.
O prefeito explica que a redução é por conta da contenção de custos. Segundo o gestor, o município desembolsava R$ 350 mil, mensalmente, para o restaurante popular. A partir de uma pesquisa realizada pela prefeitura, constatou-se que 40% dos frequentadores são de Salvador. “O restaurante popular é para a população de Lauro de Freitas e para aqueles que não têm condições. Muitas vezes vejo aqui carros importados estacionando para comer no restaurante. Tem empresas que mandam ônibus de funcionários para almoçarem no restaurante popular. Por isso resolvemos reduzir os custos. Falta consciência da população”, critica.
O que não está claro é como se pode identificar quem de fato se enquadra no perfil, de quem seriam os legítimos beneficiários aos serviços do Restaurante Popular - RP, como distinguir, haja vista, que o fato de reduzir o número de refeições ofertadas de longe garantirá que será atendida à população carente e necessitada de pagar refeições mais baratas. Sem sistemas de controle e até restrição de acesso, talvez com cadastro a partir de critérios como comprovação de endereço e renda, o que por sinal seria ilegal, a decisão pode ser equivocada, anti popular e ineficaz, podendo atingir ao público que seria o foco do atendimento, por conta da simples regra de que quem chegar mais cedo, poderão se alimentar no RP, os 500(quinhentos) últimos, sendo carentes, moradores de Lauro de Freitas ou não ficarão sem a alimentação.
Com a redução de 500 refeições, o prefeito alega que a despesa passou para R$ 310 mil por mês. Para fazer com que a população carente realmente utilize o restaurante, o pepista afirma que há um projeto de implantação para as refeições em outros bairros do município. “Vamos levar para quem realmente precisa. Queremos implantar em Itinga, Areia Branca, Jambeiro”, garante. Serão utilizados R$ 1,7 milhão para a construção dos locais.
Por Ricardo Vieira
Fonte : Bocão News.
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