Monalisa é vítima de doença que causa paralisia flácida (Foto: Imagens / TV Bahia)
Moradora do bairro de Mussurunga, em Salvador, a vigilante Monalisa Oliveira lida há um mês com sintomas de uma doença neurológica que tem avançado na Bahia. Há cerca de um mês, ela desenvolveu a Guillan-Barré, uma síndrome neurológica que causa fraquezas ascendentes e paralisias flácidas, que costumam começar pelos membros inferiores podendo atingir até mesmo as vias respiratórias.
Monalisa perdeu a força nas pernas e voltou a dar os primeiros passos, por meio de um andador, 21 dias após internamento. Em casa, ela ainda sofre com problemas provocados pela doença.
As dificuldades de movimentos dificultam até o mesmo o sorriso. "[O objetivo agora] é tentar recuperar meu sorriso, que não tenho, e franzir a testa, que não consigo. Também unir os lábios, que até passar um batom eu não consigo", detalha.
De acordo com dados da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), já são 130 notificações da doença neste ano no estado, sendo que 57 deles já confirmados. O órgão destaca que 93% das pessoas tratadas com a síndrome tiveram antes doenças como dengue, chikungunya ou zika, problemas com níveis epidêmicos no estado.
Dados da Sesab apontam que o estado possui mais de 50 mil notificações de dengue em 2015, 180% a mais do que o mesmo período do ano passado. As notificações de chikungunya já chegam a nove mil e de zika a 34 mil.
Fundação José Silveira atenderá gratuitamente pessoas com Guillain-Barré
A Fundação José Silveira (FJS) irá disponibilizar no Instituto Bahiano de Reabilitação (IBR) atendimento gratuito em fisioterapia para pacientes com sequelas da Síndrome Guillain-Barré. De acordo com a instituição, em função da demanda existente, a equipe de profissionais de saúde da FJS elaborou um protocolo de atendimento fisioterápico específico para os pacientes acometidos pela Guillain-Barré, que causa inflamação nos nervos e debilidade muscular.
No tratamento, o paciente inicia a fisioterapia após a alta hospitalar, por indicação médica. Na unidade, ele dispõe de assistência global realizada por uma equipe multidisciplinar, com acesso a serviços como fisioterapia, fonaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, natação e órtese na reabilitação dos movimentos, quando necessário. Segundo especialistas, quando mais cedo for iniciado o tratamento, maiores são as chances de minimizar o risco de sequelas e permitir que a pessoa retorne à sua vida normal mais rapidamente.
Fonte: Blog do Lau e Metro-1
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