sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Consultora da ONU participa em Lauro de Freitas de audiência da CPI do Senado que investiga assassinatos de jovens



A audiência da CPI dos Assassinatos de Jovens do Senado  será realizada em Lauro de Freitas, no Cine Teatro, às 9 horas. 



Na próxima segunda-feira (23/11), a CPI do Senado que investiga os assassinatos de jovens, terá como participante a psicóloga e pesquisadora Márcia Esteves de Calazans, pós-doutoranda em Violência, Democracia e Segurança Cidadã USP/UFRGS e Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Violência e Cidadania da UFRGS. 

Calazans é consultora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para o desenho de política pública nacional de redução das vitimizações e letalidades policiais e responsável pelo projeto ” Vitimização e Letalidade Policiais na Bahia” e, na oportunidade, apresentará dados relativos a 2015 de uma pesquisa está coordenando.

A CPI do Assassinato de Jovens, que tem como presidente a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) e relator o senador Lindbergh Farias, já realizou audiências em diversas capitais brasileiras como Rio de Janeiro, Recife, Boa Vista, além de Brasília.

Lauro de Freitas foi escolhida pelos parlamentares que fazem parte da comissão, por ocupar o terceiro lugar na lista dos 100 municípios com maior número de mortes por arma de fogo do país, conforme o Mapa da Violência 2015. De acordo com o relatório, divulgado pelo governo federal e pela Unesco aponta uma taxa de 95 mortos a cada 100 mil habitantes. Desde a implantação da CPI, diversas entidades que estudam a violência no Brasil apontaram que a maioria das vítimas é de cor preta, tem renda familiar baixa, idade entre 15 e 25 anos e mora na periferia. Entre as 10 cidades mais violentas, ainda há Mata de São João (em 5º lugar, com 94 mortes por 100 mil habitantes) e Porto Seguro, (7º lugar, com 93 mortes por 100 mil habitantes).


Mais sobre Márcia Esteves Calazans

Pesquisadora com o Prêmio CLACSO-Asdi (2010-2012) do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais e Agência Sueca de Desenvolvimento Internacional com o projeto: “Mulheres Policiais – Um estudo sobre a participação de mulheres nos quadros das policias ostensivas em países da América Latina: Guatemala, El Salvador, Honduras e Nicarágua. Tem experiência na área da Psicologia e Sociologia com ênfase em Psicologia Social e Institucional e outras Sociologias Específicas, atuando principalmente nos seguintes temas: políticas públicas, segurança pública, urbanismo contemporâneo, américa latina, cidadania, migrações, identidades, direitos humanos, polícia e gênero.


Fonte: Bocão News

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