Área desmatada para construção da Via Metropolitana
As obras para construção da Via Metropolitana seguem de forma acelerada e silenciosa para a grande mídia e, portanto, longe dos olhos da grande maioria da população. Orçada em R$220 milhões e tendo como principal justificativa desafogar o trânsito da Avenida Santos Dumont (BA 099), mais conhecida como Estrada do Coco, a obra está atravessando o município de Lauro de Freitas e devastando uma rica área de mata no bairro do Quingoma, onde ainda vive uma comunidade Quilombola. Moradores dos bairros de Capelão, Parque São Paulo e outros estão sendo procurados para venderem suas casas, enquanto assistimos indignados, notícias sobre os atentados em Paris, a dramática situação do rompimento da barragem em Minas Gerais e o incêndio na Chapada, na Bahia.
Estamos cientes dos danos causados com a retirada da vegetação em áreas de preservação permanente para dar lugar a mais uma estrada? Que impactos sofreremos com a morte e captura de espécies vulneráveis e ameaçadas de extinção? E os prejuízos nas áreas de manguezal e outras dentro da Área de Preservação Ambiental (APA) Joanes/Ipitanga?
O bairro do Quingoma é o pulmão de Lauro de Freitas, devido a grande riqueza da flora. Substituir a mata por asfalto, concreto e aço nos dará prejuízos irreversíveis, levando Lauro de Freitas a um caminho negativo e sem volta. A especulação imobiliária naquela região, ampliará os problemas que hoje ainda não estão sendo solucionados nas áreas centrais e mais povoadas da cidade. É necessário interromper imediatamente as obras e estudar outras formas de solucionar a questão dos engarrafamentos. O metrô, por exemplo, poderia chegar ao bairro de Portão. A implementação de sistema cicloviário poderia garantir mais segurança aos ciclistas, estimulando o uso da bicicleta. A revisão do sistema de transporte público se faz cada dia mais necessária mas, para isto, os mais sensíveis às questões ambientais precisam se organizar melhor e ampliar o acesso a informação, fazendo com que a população aprenda e opine sobre questões sérias, ainda hoje deixadas de lado e só lembradas após grandes tragédias.
Por Hendrik Aquino
Terrível...
ResponderExcluirEssa cidade tá fadada a uma convulsão em diversos aspectos...convulsão da mobilidade, da segurança, da qualidade de vida...estão destruindo tudo que de bom já se teve por um projeto de "desenvolvimento".
ResponderExcluirAumento da segregação, da violência e pobreza . morte de fauna flora, rios. Lamentável.
ResponderExcluirO Quingoma precisa ser preservado!
ResponderExcluirNossa! Isso é aqui perto de casa!
ExcluirÉ lamentável, a falta de incompreensão com a natureza.
ResponderExcluirAbsurdo! Sem falar no pedágio que vêm por aí.... Concordo c VC leitor acima, estamos fadados à destruição... Uma cidade se verde, sem vida... Sem qualidade....uma triste Bahia!!! Deprimente...
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