terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Cadela prenhe é morta após ser amarrada e arrastada por caminhão em Lauro de Freitas


Agressores foram flagrados, mas PM não os conduziu à delegacia, como lei prevê


Por motivos ainda desconhecidos, dois homens torturaram e mataram uma cadela prenhe depois de a amarrarem a um caminhão e arrastá-la por cerca de dois quilômetros. O crime aconteceu por volta das 9h da manhã de sábado (12), em Lauro de Freitas. As guardiãs do animal, Aline Silva e Camila do Carmo, identificaram os agressores e chamaram a Polícia Militar, que não deteve os criminosos em flagrante, mesmo depois de confessarem o local onde jogaram o corpo de Mel, como era chamado o animal. Por conta disso, a dupla não foi levada à delegacia, como prevê a lei de crimes de maus tratos contra animais.

A alegação dos PMs para não conduzirem o motorista e o mecânico de pré-nomes, Nélio e Erivaldo, à delegacia foi por entenderem que se tratava apenas de uma desavença e que poderia ser resolvida ali mesmo entre os envolvidos. Os policiais frisaram ainda, que se elas quisessem levar o caso adiante, não adiantaria prestar queixa na delegacia naquele dia (sábado), porque não há delegado de plantão nos finais de semana. Os agressores se defenderam dizendo que Mel estava morta e eles apenas iriam jogá-la no lixo. 

Mel era uma mestiça de pastor alemão, tinha 1 ano de idade e estava prestes a parir. Ela se encontrava na parte externa da casa de suas guardiãs quando os criminosos chegaram e a amarraram pelo pescoço com um fio no fundo do caminhão. Um adolescente, que presenciou o momento em que a cadela era arrastada pelo veículo, chegou a gritar para que o motorista e seu comparsa parassem o veículo, mas ele aumentou a velocidade, o que causou mais desespero ao jovem.

Cadela Mel no conforto do lar de seus cuidadores (Divulgação)

Desesperadas em busca do corpo de Mel, após procurarem nos matagais próximos à estrada por onde a cadela foi arrastada, Aline e Camila a encontraram jogada em um buraco, de onde a retiraram. 

Chocadas com todo o acontecimento, Aline e Camila entraram em contato com a vereadora e advogada, Ana Rita Tavares (PMB), que as levou até a 27 ª Delegacia de Polícia Civil(Itinga), onde foi feito o registro da ocorrência (nº5599/2015). “Apesar de ter sido caso de flagrante delito, os policiais militares chamados ao local não conduziram os agressores à delegacia. Vamos protestar contra esse crime estúpido. Justiça é o que já comecei a buscar diante da brutalidade de pessoas agressivas, insensíveis e que devem ser punidas exemplarmente”, indignou-se Ana Rita.

Fonte: Comunicarmais

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