Depois de uma desastrosa administração e de nem tentar reeleição em Lauro de Freitas, o prefeito Márcio Paiva quer deixar uma marca dolorosa na cidade: no apagar das luzes, sem debater com a população, quer privatizar o sistema de estacionamento do município por R$ 65 milhões.(Capa da Revista Metrópole)
Após o Jornal da Metrópole denunciar na edição da última quinta-feira (13) a intenção do prefeito de Lauro de Freitas, Márcio Paiva (PP), de privatizar o sistema rotativo de estacionamento pago da cidade — a conhecida Zona Azul —, a Prefeitura resolveu se calar.
Conforme aviso de licitação publicado mês passado, a empresa vencedora deveria pagar R$ 65 milhões pelo direito de gerir por dez anos “o monitoramento e a exploração de vagas de estacionamento rotativo eletrônico pago”. Depois de cancelar o primeiro edital e prometer abrir uma nova licitação para esta semana, o Executivo parece ter recuado.
Procurada pela reportagem, a superintendente de Trânsito, Transporte e Ordem Pública (Settop), Kátia Baptista, não se pronunciou, limitando-se a dizer que o assunto estava sendo tratado pela Procuradoria Municipal. Contatada, a Procuradoria também não respondeu às diversas solicitações da Metrópole.
Moema diz que tomará medidas cabíveis sobre privatização da Zona Azul de Lauro de Freitas
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Sobre o contrato longo e decisivo para a mobilidade do Município, a futura gestora preferiu não opinar claramente, afirmando apenas que vai "adotar providências cabíveis" caso descubra, durante a transição, alguma negociação escusa. "A Resolução 1311/2012 do Tribunal de Contas dos Municípios, que disciplina as regras para a transição de governo, estabelece um prazo minimo de 30 dias da posse dos eleitos para que seja formada a Comissão de Transição. Desse modo, com o intuito de antecipar a obtenção de informações sobre a situação da Prefeitura, estamos já indicando os nomes que comporão, pela nossa parte, a referida Comissão, a fim de que os trabalhos possam começar o mais rápido possivel. Todas as ações da atual gestão que se configurem em desrespeito a ética, moralidade, razoabilidade e legalidade, a nossa equipe adotará as providencias cabíveis", finalizou.
Fonte: Metro-1
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