terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Após boatos de toque recolher, ônibus param de circular em Vida Nova; policiamento ostensivo foi reforçado

Segundo a Polícia Militar, o motivo foram boatos que circularam na região após a morte de  Felipe A. Menezes



Os ônibus que circulam pelo bairro de Vida Nova, em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, suspenderam o serviço no bairro na manhã desta terça-feira (24). Segundo a Polícia Militar, o motivo foram boatos que circularam na região após a morte de Felipe Alves Menezes, de 25 anos. A esposa dele, Tatiane Martins de Jesus, 23 anos, foi presa em flagrante por suspeita de ter cometido o crime.

Por conta dos boatos, equipes da 81ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Lauro de Freitas/Itinga) reforçou o policiamento na região empregando o policiamento ostensivo a pé, guarnições do Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto), viatura e motos em rondas com a realização de abordagens a veículos e a suspeitos. 

Em nota, a PM informou que a 81ª CIPM conta, ainda, com o apoio da Companhia Independente de Policiamento Tático (CIPT)/Rondesp RMS. A PM também negou que haja toque de recolher em Vida Nova. Nesta segunda-feira (23), após uma mulher confessar que matou o marido e ter sido presa por PMs da 81ª CIPM, iniciaram os boatos na região por conta do homicídio e os ônibus deixaram de ir ao final de linha do bairro.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários da Região Metropolitana de Salvador (Sindimetro) revelou que os ônibus voltaram a circular às 8h da manhã, após a PM reforçar o policiamento no bairro. 

Homicídio
O crime aconteceu por volta das 11h da última segunda-feira (23), no Caminho 26, em frente ao Mercado Popular, após o final de linha do bairro. A PM esteve no local e encontraram Felipe já sem vida. A esposa da vítima foi presa em flagrante, suspeita de ter cometido o crime. Na casa onde os dois moravam foram apreendidas a arma de fogo utilizada no crime e drogas. A autora e o material apreendido foram encaminhados para a 34ª Delegacia (Portão).

Segundo a delegada em exercício da 27ª Delegacia Territorial (DT/Itinga), Juceli Rodrigues, Tatiane contou que após uma discussão na sexta-feira (20) o companheiro pegou umas roupas e saiu de casa. Na segunda, Felipe retornou à casa da família e iniciou mais uma discussão. Ele teria acusado Tatiane de ter espalhado pela vizinhança que eles não eram mais marido e mulher. 

Durante a briga, Tatiane contou que ele sacou a arma e os dois entraram em luta corporal. Ele tentou esganá-la quando se ouviu um disparo. Segundo a delegada, a suspeita pensou que tinha sido atingida, mas viu o marido sangrando. Ela negou que tenha atirado contra o marido e afirmou que a arma disparou sozinha. A polícia solicitou um um exame de pólvora para descobrir a autoria do disparo que matou Felipe.

Tatiane estava em casa quando foi presa. Ela tinha três filhos, um de oito anos, um de seis anos e um bebê de oito meses que ainda estava sendo amamentado. As crianças ficaram com a avó materna e outros parentes. 

Após passar por audiência de custódia na manhã desta terça-feira (24), a suspeita teve a prisão preventiva substituída por medidas cautelares, devido ao fato de ser mãe de três filhos menores de doze anos, entre os quais um bebê.



Fonte: Correio da Bahia

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