quinta-feira, 5 de março de 2015

Jornal da Metrópole fala sobre aumento no IPTU, obras inacabadas, edução e trânsito em Lauro de Freitas

Foto: Leitor/Metro1

Morador de Lauro de Freitas há 6 anos, o contador Rafael Cardoso já perdeu a conta de quantas vezes furou o pneu do seu carro nos buracos espalhados pelas vias da cidade. E, segundo ele, os problemas do município não param por aí. Os moradores reclamam da falta de pavimentação adequada das vias, do abandono das áreas como saúde e educação e do caos do trânsito, que piora a cada dia. 


"Você não vê a Prefeitura trabalhando. Tem duas sinaleiras na Estrada do Coco que não funcionam nunca. A Rua Chile e a Theócrito Batista têm investimento de R$ 590 mil, com uma placa que colocaram lá desde agosto do ano passado. Só que essa placa diz que era para fazer a recuperação dos passeios e recapeamento das duas vias. A empresa contratada, com morosidade, fez só parte do calçamento e [a obra] tá abandonada", diz Rafael. 


Procurada pelo Jornal da Metrópole, a Prefeitura de Lauro de Freitas classificou o problema como "pequeno comprometimento" na obra de recapeamento. "A Prefeitura esclarece que a referida intervenção continua em execução, entretanto, houve um pequeno comprometimento nas atividades diárias, recentemente, em virtude de questões climáticas", disse por meio de nota. 


Mesmo sem infraestrutura adequada, o aumento do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) assustou moradores da cidade de Lauro de Freitas no início de 2014. Desde o ano passado, os imóveis residenciais tiveram um acréscimo de 35% no valor do imposto, os comerciais, de 55%, e os terrenos, de 100%. Mas os serviços, como se vê, não melhoraram nesta proporção. 


Educação quase parando
Rescisões não pagas e falta de condições na infraestrutura das escolas são alguns dos motivos que levaram os professores da rede municipal de Lauro de Frei- tas a paralisarem as atividades desde o começo da semana. De acordo com o diretor-geral do Sindicato dos Trabalha- dores em Educação (Asprolf), Valdir Silva, desde a semana passada as escolas funcionaram em "operação tartaruga": os professores conduziram as aulas, só que em horário reduzido. "Desde o ano passado, já tínhamos assinalado que as escolas estavam sem carteiras, sem mesas para os professores, com deficiência nas redes elétricas. Este ano a gente voltou a discutir isso, só que, dessa vez, a categoria resolveu dar o alerta de paralisação", explica Valdir. 


Trânsito: o calo eterno de Lauro
Dividindo o ranking de reclamações com os buracos, está o caótico trânsito da cidade. Morando em Vilas de Abrantes, a analista de sistemas Carol Brazil teve de adotar uma estratégia para conseguir chegar ao trabalho, no Iguatemi, em Salvador. "Eu saio bem cedo para evitar o fluxo. Procuro sair de casa antes das 7h. Depois desse horário, eu sei que vou pegar um longo congestionamento", diz. 


Questionado sobre o que a Prefeitura tem feito sobre isso, o secretário de Trânsito, Transporte e Ordem Pública, Moyses Mustar, tentou se justificar. "Na verdade, a gente assumiu a responsabilidade sobre esse trecho [Estrada do Coco] vai fazer um ano ainda. De lá para cá, temos feito investimentos no sentido de dar maior mobilidade, melhor fluidez no trânsito dessa via, que corta a cidade ao meio. Estamos fazendo intervenções: recentemente, invertemos o sentido da Av. Dois de Julho, que sai próximo ao Aeroporto, para ser mais uma saída da cidade. Já fizemos o alargamento perto do shopping Feira. E vamos instalar uma passarela no início da cidade", pontua.

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